domingo, 18 de agosto de 2013

CPI das Universidades Privadas no Rio indica suposta venda de diplomas

Quatro faculdades são investigadas; 6 pessoas foram indiciadas.
Atrasos nos salários, mensalidades altas e ensino à distância são alvos.
Do G1 Rio

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a "má gestão" das universidades privadas Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura (Suesc), Cândido Mendes, Gama Filho e UniverCidade, pediu o indiciamento de seis pessoas. O documento foi votado e aprovado nesta quinta-feira (18) na Alerj e será levado ao Congresso Nacional.
Procurada pelo G1, a Galileo Educacional, empresa mantenedora da Universidade Gama Filho e da Universidade, no Rio, informou que as duas instituições não possuem ligações com as denúncias.
As denúncias apontam para aumento abusivo nas mensalidades e, apesar disso, o atraso de salário de professores. O relator, deputado Robson Leite (PT), disse que o documento tem a intenção de provocar um debate sobre a mercantilização do ensino superior. Dentre as denúncias, há também a suposta "venda de diplomas" a alunos que cursavam as disciplinas à distância.
Dentre os indiciados estão Candido Mendes e Alexandre Kazé, da Universidade Candido Mendes (Ucam), Márcio André Mendes Costa (ex-controlador do Grupo Galileo, que administrou a UniverCidade e a Gama Filho entre 2010 e 2012), Rui Muniz, da Universidade Santa Úrsula, e Igor Xavier e Rodrigo Calvo Galindo, do Grupo Kroton, que administravam a Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura (Suesc).
"Esse trabalho não se encerra aqui. É preciso que todos os setores da sociedade se envolvam e se engajem para a melhora do nosso ensino superior privado", finalizou o presidente da Comissão, Paulo Ramos (PDT).

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